Solidões

Cada um dos quatro monólogos constituintes do espectáculo "Solidões" é uma maneira de contactar com uma solidão muito peculiar e distinta de todas as demais. No seu conjunto, permitirão que os espectadores, por eles próprios, pensem, descubram e sintam o que essas solidões têm de comum e de singular fazendo o confronto entre cada uma delas e também com as suas solidões... vividas ou conhecidas. Haverá tantas solidões como pessoas que se sentem em solidão, sendo esta temática uma daquelas onde mais se acentua a subjectividade e carácter pessoal de cada indivíduo.

- No "Pranto de Maria Parda", de Gil Vicente, temos a solidão sentida no meio da multidão, aquela vivida nas ruas, ladeiras e praças da cidade, a que resulta não do isolamento mas sim da invisibilidade a que são remetidos os marginais e os rejeitados.
- O "Diário de Um Louco" é uma adaptação teatral do conto de Nicolai Gogol. O autor constrói um funcionário públic, ser insignificante com uma existência pobre e solitária, que para escapar à insignificância da sua vida, cria o seu próprio mundo de fantasias.
- "O Último Outono" aborda o derradeiro ano da vida de Florbela Espanca. São os temas da solidão e do sofrimento que provocam a sua criatividade de poetisa. No pântano sem fundo da angústia e da depressão, Florbela suicidou-se em Matosinhos, em 1930, na madrugada do seu dia de nascimento.
- "Clausura" será um olhar teatral sobre a vida de Santa Teresa de Ávila. A solidão pela qual esta figura da Igreja Católica optou é indissociável, de facto, da sua trajectória pessoal - marcada por viragens sucessivas rumo a um cada vez maior recolhimento, meditação e corte com a realidade mundana.
 

Ficha Técnica

Título: Pranto de Maria Parda

Texto: Gil Vicente

Fixação: Filomena Gigante

Encenação: José Carretas

Cenografia: José Carretas; Nuno Lucena

Figurinos: Margarida Wellenkamp

Música Original: Telmo Marques

Desenho de Luz: Francisco Beja; Manuel Alão

Interpretação: Filomena Gigante

 

Título: O Último Outono

Texto: Amélia Lopes; José Carretas

Encenação: José Carretas

Cenografia: José Caretas; Nuno Lucena

Figurinos: Margarida Wellenkamp

Música Original: Fernando Mota

Desenho de Luz: Francisco Beja; Manuel Alão

Interpretação: Eva Fernandes

 

Título: Diário de um Louco

Texto: Nikolai Gogol

Adaptação: José Carretas

Encenação: José Carretas

Cenografia: José Carretas; Nuno Lucena

Figurinos: Margarida Wellenkamp

Música Original: Pedro Maia

Desenho de Luz: Francisco Beja; Manuel Alão

Interpretação: João Melo

 

Título: Clausura

Texto e Encenação: Jose Carretas

Cenografia: José Carretas; Nuno Lucena

Figurinos: Margarida Wellenkamp

Música Original: Quico Serrano

Desenho de Luz: Francisco Beja; Manuel Alão

Interpretação: Ana Margarida Carvalho 

 

Ficha Técnica do Projecto

Título: Solidões

Coordenação e Gestão de Projecto: Margarida Wellenkamp
Coordenação Técnica: Francisco Beja
Produção Executiva: Evelina Marques
Direcção de Cena e Assistência de Produção: Vera Miranda
Operação de Luz e Som: Alunos da Escola Superior de Musica e Artes do Espectáculo


Colaboração na Investigação: Amélia Lopes; André Brito Correia; António Soares